Foi publicada na edição desta quinta-feira (05/07) a Lei nº 6.169/2018, oriunda de um projeto de lei de autoria da distrital Luzia de Paula, declarando a capoeira patrimônio cultural imaterial do Distrito Federal.

Ao justificar a proposta, a parlamentar afirma que a capoeira chegou ao Brasil no século XVI com os escravos de origem banta, que da África trouxeram os seus costumes, religiões, trajes, culinária e idiomas. Aqui, camuflada de dança devido as perseguições policiais que sofreu até as primeiras décadas do século XX, a luta virou arte, incorporando músicas e instrumentos, como o berimbau, pandeiro e caxixi.

Segundo Luzia de Paula, até 1930 a prática da capoeira era proibida no Brasil. A polícia recebia orientações para prender quem praticava a “luta”. Naquele ano, um dos mais importantes capoeiristas brasileiros, Mestre Bimba, apresentou ao então presidente Getúlio Vargas uma variação da arte, ele gostou tanto que findou por transformá-la em esporte nacional brasileiro.

“Ao propor a declaração da capoeira como patrimônio imaterial do Distrito Federal não tive outra intenção que não fosse a de assegurar a sua preservação enquanto expressão legítima de arte popular para a presente e futuras gerações de brasilienses”, finaliza a deputada.

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